| 1 x de R$89,90 sem juros | Total R$89,90 | |
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| 4 x de R$22,48 sem juros | Total R$89,90 | |
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| 9 x de R$12,15 | Total R$109,31 | |
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| 11 x de R$10,04 | Total R$110,48 | |
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| 1 x de R$89,90 sem juros | Total R$89,90 | |
| 2 x de R$44,95 sem juros | Total R$89,90 | |
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| 4 x de R$22,48 sem juros | Total R$89,90 | |
| 5 x de R$17,98 sem juros | Total R$89,90 | |
| 6 x de R$14,98 sem juros | Total R$89,90 | |
| 7 x de R$14,73 | Total R$103,13 | |
| 8 x de R$13,06 | Total R$104,49 | |
| 9 x de R$11,76 | Total R$105,80 | |
| 10 x de R$10,67 | Total R$106,67 | |
| 11 x de R$9,82 | Total R$107,99 | |
| 12 x de R$9,11 | Total R$109,33 |
Dois dos maiores intelectuais e autores brasileiros entrelaçam memória, história e reflexão para examinar o processo de formação - e deformação - de Belém e Manaus. Um panorama histórico-cultural extraordinário das metrópoles da Amazônia brasileira. Cada escritor elege seu paraíso, sabendo que se trata de um paraíso perdido, anota, de saída, Milton Hatoum em seu texto sobre a cidade de Manaus. É sob o signo dessa perda - íntima, histórica e coletiva - que se constrói Crônica de duas cidades . Reunindo dois ensaios que, em surdina, dialogam entre si, o livro propõe uma leitura profunda e crítica de Belém e Manaus, cidades que nasceram entre rio e floresta e que, ao longo do século XX, foram progressivamente afastadas de seu entorno natural. Benedito Nunes revisita Belém como quem recompõe uma cidade-história: do período colonial às ilusões da belle époque, do fausto da borracha à destruição de seus ícones urbanos, traçando uma reflexão aguda sobre memória, cultura e esquecimento. Milton Hatoum, por sua vez, percorre Manaus a partir da experiência pessoal e dos voos da imaginação e da memória, revelando uma cidade marcada pela violência contra os povos indígenas, pelo delírio modernizador e pela exclusão social. Sem nostalgia fácil, mas movidos por um forte vínculo afetivo por estes espaços, os autores interrogam o sentido do progresso e o preço pago por ele. O resultado é uma obra luminosa e inquietante sobre urbanização, identidade e perda. O que restou das ruínas de um passado tão recente, apagado abruptamente, brutalmente? Como podemos sonhar estas cidades para o futuro?
